A obstrução pilórica é uma condição em que o canal de saída do estômago (piloro) se fecha. Isso dificulta a passagem do bolo alimentar do estômago para o duodeno (porção inicial do intestino), provocando dor, náuseas e vômitos.
Em adultos ela tem relação com doenças gástricas ou lesões em órgãos próximos que levam à compressão dessa região do estômago.
Entenda os sinais dessa condição, saiba como evitar complicações e a importância de fazer um tratamento precoce e eficaz.
A obstrução do esvaziamento gástrico ocorre quando, na região do músculo do piloro, há um estreitamento que impede ou atrasa a passagem do alimento do estômago para o intestino.
A obstrução pilórica pode trazer problemas como desnutrição se não tratada precocemente por um cirurgião gástrico.
Em adultos, ela tem causa secundária. Isso significa que pode se tratar de uma estenose tumoral (causada por um tumor) ou resultante da cicatrização de uma úlcera (estenose por úlcera), por exemplo.
Os sintomas dessa condição se desenvolvem gradualmente, à medida que a região pilórica vai se estreitando. Inicialmente, o paciente pode apresentar empachamento pós-prandial (sensação de estômago muito cheio mesmo com pouca comida) e náuseas.
Com a progressão do quadro, podem surgir os vômitos após a alimentação, especialmente de alimentos parcialmente digeridos, perda de peso e desidratação. Em casos mais avançados podem surgir anemia, fraqueza e desnutrição.
As causas dessa condição em adultos incluem, por exemplo:
O diagnóstico começa com uma cuidadosa anamnese, em que os sintomas são relatados, e um exame físico, em que são observados os sinais da doença. Após isso, realizam-se exames complementares: a endoscopia digestiva alta (inserção de uma câmera no interior do estômago) permite visualizar diretamente a região estreitada, confirmar a obstrução e averiguar a causa. A tomografia também costuma ser utilizada nesses casos.
O tratamento desse estreitamento gástrico depende da causa do problema. Quando se iniciam os sintomas, até a realização de um tratamento definitivo, algumas adaptações são importantes: mudanças na consistência da dieta (pastosa, líquida), facilitando assim sua passagem pela região afetada e atenção com a hidratação. Alguns medicamentos também podem ajudar a controlar os sintomas.
Na maioria dos casos, o tratamento é com cirurgia. Em casos em que não é possível realizar a cirurgia, pode-se realizar tratamento endoscópico, com dilatação da região ou a passagem de uma prótese.
A cirurgia consiste na retirada da região afetada (gastrectomia) e de sua causa. O tipo de gastrectomia, assim como a necessidade da realização de outros procedimentos durante a cirurgia, depende da causa.
Em casos de câncer de estômago, há necessidade da retirada de uma porção maior do estômago (gastrectomia subtotal), associada com a linfadenectomia. Já se a causa for a estenose péptica, retira-se uma porção menor do estômago (antrectomia), sem necessidade da realização da linfadenectomia.
Após a retirada, o intestino delgado é ligado ao que restou do estômago (gastroentero-anastomose), possibilitando assim que o paciente, após a recuperação, possa se alimentar normalmente por via oral.
Se a causa da obstrução for extrínseca, a primeira opção é a cirurgia com a retirada do órgão afetado. Caso isso não seja possível, faz-se um desvio, possibilitando que o paciente volte a se alimentar normalmente. Esse desvio é realizado com a junção do intestino delgado (abaixo da região afetada), com o estômago (acima da região afetada).
Essas intervenções fazem parte da cirurgia digestiva e têm como objetivo restaurar a função normal do estômago e melhorar a qualidade de vida.
Identificar a obstrução pilórica em adultos evita que os sintomas progressivos causem perda de peso, desidratação ou desgaste nutricional. Um cirurgião do aparelho digestivo experiente é capaz de conduzir uma investigação completa, planejar o melhor tratamento e oferecer abordagem personalizada.
A obstrução pilórica pode não parecer grave no início, mas pode causar complicações como desnutrição e desidratação. Por isso, o diagnóstico precoce faz diferença.
Os sintomas mais frequentemente associados à obstrução pilórica são:
A cirurgia para obstrução pilórica é o tratamento mais indicado. O tipo de cirurgia depende da causa e das condições do paciente. Em casos em que a cirurgia não é possível, pode-se realizar tratamento endoscópico, aliviando os sintomas.