Doença diverticular: riscos, sintomas e quando procurar um especialista

A doença diverticular é bastante comum, especialmente conforme a idade avança. Estima-se que metade das pessoas acima dos 60 anos possua e, na população acima dos 80 anos, esse acometimento pode chegar a até 70%. Ela surge quando pequenas bolsas chamadas divertículos se formam na parede do intestino. Esse quadro pode evoluir de forma importante e exigir atenção médica.

Saiba abaixo o que é a doença diverticular, quais são seus sintomas, seus sinais de alerta e ainda quando buscar um gastroenterologista ou cirurgião do aparelho digestivo para avaliação:

Doença diverticular: o que é, sintomas e mais

Os divertículos no intestino surgem quando ocorre um aumento da pressão na parte de dentro do cólon, fazendo com que em regiões, que apresentam naturalmente uma fragilidade, ocorra a herniação da mucosa (camada que reveste o intestino por dentro). Formam-se assim pequenas bolsinhas na parede do intestino, os divertículos. Essa pressão aumentada pode ocorrer por uma soma de fatores como esforço excessivo para evacuar ou constipação crônica.

A doença diverticular não gera sintomas, porém pode ocorrer a inflamação desses divertículos: a diverticulite. Esse quadro tem alto risco de complicações.

Os divertículos podem apresentar complicações se não tratados e acompanhados.

Diversos fatores aumentam as chances de surgimento dos divertículos e da inflamação deles. É possível destacar:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • Manter uma dieta com pouca fibra;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Uso frequentes de anti-inflamatórios.

Sintomas da doença diverticular

A presença da doença diverticular não traz sintomas, porém, quando há algum tipo de complicação relacionada aos divertículos, os sintomas surgem e não devem ser negligenciados. Pode ocorrer a presença de sangue nas fezes (hematoquecia) ou, quando eles inflamam – diverticulite aguda -, dor abdominal no lado esquerdo da barriga. Essa dor pode ser um desconforto leve ou uma dor intensa que surge especialmente após refeições ou evacuações difíceis.

Além dessa dor, em quadros de divertículite aguda, os pacientes também podem sentir:

  • Alterações no hábito intestinal (constipação ou diarreia);
  • Febre e calafrios;
  • Vômito;
  • Inchaço e gases;
  • Perda de apetite.

Sinais de alerta

Durante um quadro de diverticulite (ou seja, quando há inflamação nos divertículos), há alguns sinais de alerta que exigem atenção imediata. Eles incluem:

  • Dor intensa e persistente;
  • Náuseas;
  • Vômito;
  • Sangramento intestinal.

Quando um paciente apresenta sintomas assim, o quadro pode indicar a evolução para complicações. Isso pede a avaliação imediata por um especialista.

Riscos da diverticulite

Se o paciente não buscar ou não fizer o tratamento adequado da diverticulite – ou se as crises se repetirem –, pode haver complicações graves. Entre as mais comuns, é possível citar:

  • Abscesso intestinal (coleção de pus perto do cólon);
  • Perfuração intestinal (ruptura na parede do órgão);
  • Peritonite (infecção na cavidade abdominal);
  • Estenose (estreitamento da passagem do intestino grosso);
  • Formação de fístulas (conexões anormais com outros órgãos).

Qualquer uma destas complicações exige cuidados mais intensos, como internação, uso de antibióticos por via endovenosa e, em alguns casos, cirurgia.

Diagnóstico da doença diverticular

A doença diverticular geralmente é diagnosticada em exames de rotina, feitos por outro motivo e sendo um achado desse exame. Podem ser vistos em tomografias ou ressonâncias (mostram as bolsinhas no cólon), porém, o padrão-ouro de diagnóstico é a colonoscopia, com visualização direta dos divertículos.

Quando há a suspeita de diverticulite, não deve ser realizada colonoscopia, pelo risco aumentado de perfuração intestinal. Nesses casos, o padrão-ouro para diagnóstico do divertículo e de sua inflamação é a tomografia. A avaliação clínica e os sintomas apresentados pelo paciente sugerem fortemente o diagnóstico inicial, porém, os exames de imagem são essenciais para confirmar a condição, avaliar complicações e planejar o tratamento da diverticulite ou acompanhar a doença diverticular de forma segura.

Tratamento e intervenções cirúrgicas

Pessoas que têm divertículos no intestino não precisam de tratamento. No entanto, para minimizar os riscos de complicações como sangramento ou diverticulite (inflamação), se fazem necessárias algumas mudanças no estilo de vida. Essas mudanças devem incluir hidratação adequada, prática regular de exercícios físicos e maior consumo de alimentos com fibras (com vegetais, frutas e cereais integrais).

Já em casos de diverticulite aguda, aí sim, precisamos de tratamento. O tratamento é realizado com antibioticoterapia, que pode ser feita em casa ou em ambiente hospitalar, dependendo da presença ou não de complicações, como pequenas perfurações no intestino ou pus. Além disso, é necessário repouso, dieta específica e remédios para dor. Caso haja complicações graves, pode ser necessário tratamento com cirurgia.

Nos casos de sangramento, não há um tratamento específico, visto que esse sangramento costuma parar espontaneamente. Porém, há necessidade de internação hospitalar para acompanhamento e, quando necessário, realização de hemotransfusões. Quando o sangramento não para, pode ser necessário tratamento através de colonoscopia e em alguns casos cirurgia.

Cirurgia para doença diverticular: quando operar?

Geralmente o tratamento cirúrgico é indicado em casos de urgência, em situações como sangramento persistente ou diverticulite aguda com complicações graves – perfuração intestinal, sepse, obstrução intestinal ou peritonite.

Porém, em alguns casos, pode haver a necessidade de cirurgia eletiva para a doença diverticular. Isso ocorre para pacientes que apresentam crises recorrentes de diverticulite ou de sangramento, em caso de fístulas ou estenoses intestinais.

O procedimento envolve a ressecção (retirada) da parte afetada do cólon, com técnicas modernas e minimamente invasivas. Após a retirada desse segmento, o cirurgião gástrico reconecta as extremidades restantes. Tudo isso reduz as chances de complicações fatais e melhora a qualidade de vida do paciente.

A necessidade de cirurgia deve ser discutida caso a caso com o cirurgião do aparelho digestivo, médico com maior expertise para avaliar a possibilidade e realizar o procedimento.

Não tratar a doença diverticular traz riscos

Saber que tem doença diverticular e não mudar os hábitos ou ter diverticulite e não tratá-la são duas coisas bem perigosas. Isso porque manter uma alimentação pobre em fibras e o sedentarismo, por exemplo, possibilitam maior risco de inflamação nos divertículos – e a diverticulite traz riscos à vida.

Mesmo um quadro leve da doença pode evoluir para complicações do intestino grosso, como perfuração intestinal, abscesso e sangramento, algo que pode demandar atendimento de emergência.

Por isso, o acompanhamento contínuo com um especialista é essencial. Procurar um cirurgião do aparelho digestivo experiente garante diagnóstico preciso e intervenção adequada, de forma individualizada e segura. Tem dúvidas ou gostaria de uma avaliação? Agende sua consulta clicando aqui.

Mais sobre a diverticulite

Os principais riscos da doença diverticular são suas complicações: sangramento e diverticulite aguda. Esta última, por sua vez, pode evoluir para infecção, abscesso intestinal, perfuração, peritonite, fístulas e obstruções. Todas estas complicações são graves e podem resultar em internações e cirurgias.

Os principais sintomas da inflamação nos divertículos são:

  • Dor abdominal no lado esquerdo intensa ou persistente;
  • Febre;
  • Alterações no hábito intestinal;
  • Náuseas ou vômito;

Estes são sinais e sintomas de alerta e requerem avaliação médica imediata.

A cirurgia para doença diverticular é necessária na urgência em casos de complicações graves (sepse, perfuração, sangramento, obstrução) ou quando há crises repetidas, fístulas ou estenose. A decisão de realizá-la depende da gravidade, da frequência das crises e da avaliação por um médico especialista.

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