O câncer gástrico, também conhecido como câncer de estômago, é uma doença silenciosa nas suas fases iniciais. Ele pode evoluir de forma lenta e progressiva, e seu diagnóstico precoce é muito importante para aumentar as chances de um tratamento curativo.
Por ser uma doença de início silencioso, este tipo de câncer exige atenção aos fatores de risco, sinais e sintomas, além do acompanhamento com especialistas experientes.
O câncer de estômago pode se desenvolver a partir de fatores genéticos (hereditários), ambientais e comportamentais ou ambos. Os principais fatores de risco incluem:
A presença de um ou mais desses fatores não significa que uma pessoa terá câncer gástrico, porém, indica a necessidade de acompanhamento médico regular, com a realização de exames complementares, quando indicados.
O câncer de estômago costuma ser silencioso em suas fases iniciais. Algumas pessoas podem apresentar sintomas discretos e inespecíficos nessas fases, tais como:
Esses sintomas não são específicos do câncer gástrico, podem ocorrer em outros problemas relacionados ao estômago, como por exemplo gastrite e refluxo. Para diferenciá-los e fazer um correto diagnóstico e tratamento, é essencial procurar avaliação médica adequada.
O exame mais importante para diagnosticar o câncer de estômago é a endoscopia digestiva alta.
No Brasil, esse exame não é usado de forma preventiva, como acontece com a colonoscopia para o câncer de intestino. Ele é indicado quando o paciente apresenta sintomas persistentes ou fatores de risco relevantes, definidos pelo médico após uma consulta detalhada e exame físico.
A endoscopia é feita sob sedação, em clínicas ou hospitais. Um tubo fino com câmera (endoscópio) permite visualizar o esôfago e o estômago. Se houver lesão suspeita, o médico coleta uma biópsia — pequeno fragmento de tecido — que será analisada por um patologista. É essa análise que confirma, ou não, o diagnóstico de câncer gástrico.
Uma vez confirmado, realizamos o estadiamento, etapa que avalia a extensão da doença:
Para isso, utilizamos exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-CT e ecoendoscopia.
Somente após essas etapas definimos o plano de tratamento mais adequado para cada paciente, garantindo precisão e segurança em todas as decisões.
O câncer de estômago exige um cuidado multidisciplinar, envolvendo o oncologista clínico e o cirurgião do aparelho digestivo.
Juntos, eles definem a melhor estratégia para cada paciente — desde o tipo de tratamento até o momento ideal para a cirurgia.
A decisão leva em conta fatores como:
Em todos os casos, o planejamento individualizado é essencial para garantir mais segurança, eficácia e qualidade de vida durante o tratamento.
O câncer gástrico pode ser tratado com sucesso, obtendo sua cura, especialmente quando diagnosticado nas fases iniciais. Estar atento aos sintomas e buscar avaliação com especialistas faz toda a diferença.
O cirurgião do aparelho digestivo é o profissional indicado para realizar a cirurgia para retirada do estômago. Essa cirurgia pode ser feita por via minimamente invasiva – laparoscopia e cirurgia robótica, ou por cirurgia aberta. O tratamento é sempre individualizado.
Se você apresenta sinais persistentes ou tem fatores de risco para a doença, agende uma consulta para uma avaliação detalhada. Estou à disposição para te ajudar com segurança e cuidado.
Os fatores de risco comportamentais podem ser controlados: manter uma alimentação saudável com redução do consumo de alimentos processados e de sal, evitar tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas e o tratamento correto de infecções por H. pylori podem ajudar na prevenção. A prevenção total nem sempre é possível, pois podem existir fatores genéticos associados, mas, com essas medidas, o risco pode ser reduzido.
Sim. Após a gastrectomia total, o esôfago é conectado diretamente ao intestino delgado. Algumas adaptações alimentares são necessárias, como fracionar as refeições e evitar grandes volumes, mas leva-se uma vida normal.
Não. O câncer de estômago costuma ser silencioso em suas fases iniciais ou apresentar sintomas inespecíficos, que podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, a investigação de sintomas leves e realização de exames regulares, para quem tem fatores de risco, são essenciais.